Durante entrevista ao programa Paraíba Agora, da Rádio POP FM 89.3, na manhã desta quarta-feira (4), o governador João Azevêdo (PSB) falou sobre os registros recentes de despejo irregular de esgoto e mau cheiro na Orla de João Pessoa. Ao abordar o tema, ele atribuiu a origem do problema a falhas na rede de drenagem pluvial, que, segundo afirmou, é de responsabilidade da Prefeitura da Capital.
Ao comentar a repercussão do assunto, o governador criticou a forma como a informação tem sido tratada publicamente e apontou que a politização do tema pode confundir a população.
“É o jogo da informação e que se coloca muitas vezes a população para não entender (…) Essa rede de drenagem é de responsabilidade da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Existe uma outra rede, que é uma rede de tubo de PVC mais fina, para receber o esgoto que sai das casas e dos prédios. Todo o esgoto de João Pessoa é recebido nessa tubulação e levado para as estações de tratamento. Volto a dizer, todo o esgoto de João Pessoa que a Cagepa coleta, ela trata para poder devolver para os rios”, disse João.
O governador também detalhou que situações como essa podem estar relacionadas a ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem, reforçando que a identificação e fiscalização dessas irregularidades cabem ao município.
“E aí vem a discussão: de quem é a responsabilidade? Porque o esgoto não é da Cagepa? Não. A responsabilidade é da Prefeitura de controlar a sua rede de drenagem, identificar quem está com ligação clandestina e multar. É assim. É preciso fazer um trabalho conjunto, ao invés de tentar empurrar um para o outro, porque, quando se coloca política no meio, fica querendo se usar esse tipo de coisa. Mas é uma rede de drenagem”, declarou.
Ainda durante a entrevista, João Azevêdo defendeu que o debate seja conduzido de maneira técnica, afastando disputas políticas do tema.
“No mínimo, se a Prefeitura limpasse todo dia, já reduziria muito a questão. Segundo, tem que fazer a fiscalização para saber se tem algum esgoto clandestino sendo ligado, porque a Cagepa não leva para o mar, nem lança esgoto nenhum. Essa é a realidade. Fora isso, é discussão política, é jogo de responsabilidade”, concluiu.
