Flávio diz que Lula trata agro como “lixo” e vê MDB “mais perto de cá”

Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez duras críticas à política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao agronegócio, diante de convidados do setor, em discurso durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), um dia após o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciar linha de crédito para produtores rurais no mesmo local.

Ao lado do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, o senador aproveitou para enaltecer o partido, dizendo que a sigla “está mais perto de cá do que de lá“. O MDB está em disputa no quadro de alianças, já que possui nomes próximos a Lula, com três ministérios no governo, enquanto outros políticos são aliados da família Bolsonaro.

Sem citar o nome de Lula, Flávio disse que o governo petista trata o agro como “lixo”, em comparação ao tratamento dado pela gestão do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado.

“O agro está no coração, está aqui na pele da nossa família. A admiração e o respeito que sempre tivemos por esse setor é tão importante. E, infelizmente, […] tratado como lixo pelo atual governo. O agro não pode ser tratado assim como vilão. O agro não é vilão, o agro é solução para este nosso país. É uma insanidade pisar tanto em um setor como esse. Aliás, em vários outros setores, o que nós vemos do atual presidente da República é o ódio”, disse Flávio Bolsonaro em discurso na feira agrícola.

O pré-candidato bolsonarista à Presidência também minimizou o aporte do governo de R$ 10 bilhões em linhas de crédito voltadas à aquisição de implementos e máquinas agrícolas. O anúncio foi feito no domingo (26/4), na mesma feira, por Alckmin.

“Ele não entende que é um setor que está altamente endividado. Produtores rurais que sofreram com a seca, que sofreram com a enchente, não têm como se endividar mais. Precisam de linha de crédito para o fluxo de caixa, para pagar as suas despesas a juros mais baixos, sem burocracia”, argumentou o senador.

Flávio também disse, reiteradamente, que o governo petista usa a máquina pública para calar adversários políticos. Segundo o pré-candidato, Lula faria isso com o agronegócio e também com seu pai e parlamentares bolsonaristas.

“O Brasil está em uma areia movediça, e o governo, preocupado em pisar, asfixiar o agro. Mais uma vez, em perseguir opositores políticos. Todo mundo sabe que quem deveria estar aqui não era eu, era o presidente Jair Messias Bolsonaro. Mas Deus me deu essa missão.”

O evento é o primeiro em que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e Flávio aparecem juntos neste ano. O governador, cotado até dezembro como possível presidenciável, tem sido cobrado por aliados de que deveria entrar na pré-campanha do senador.

Aceno ao MDB

Em seu discurso, Flávio ainda fez acenos a quadros do governo de Tarcísio e ao próprio governador. O pré-candidato à Presidência exaltou o vice-governador Felício Ramuth, que trocou o PSD, do ex-secretário de Governo de São Paulo Gilberto Kassab, pelo MDB.

“O MDB tá muito mais perto de cá do que de lá. Já foi assim com o prefeito Ricardo Nunes, está sendo assim, agora, com o Felício Ramuth. Excelente quadro do partido e tenho a convicção de que vamos fazer muito pelo nosso país”, disse Flávio.

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