Dois responsáveis por uma comunidade terapêutica para reabilitação de dependentes químicos foram presos em flagrante, e a unidade foi interditada após a identificação de irregularidades no funcionamento e no tratamento oferecido aos acolhidos, no município de Conde, no Litoral Sul da Paraíba, na quinta-feira (26). Ao todo, 48 pessoas que viviam no local foram retiradas e encaminhadas para realocação ou retorno às famílias.
A fiscalização foi motivada por um procedimento em tramitação na Promotoria de Justiça de Conde, que apontava denúncias sobre as condições da unidade.
O Grupo de Trabalho Interinstitucional, responsável pela inspeção, identificou irregularidades no funcionamento e no tratamento dado aos acolhidos, incluindo medicamentos e alimentos vencidos.
Segundo a promotora de Justiça Cassiana Mendes de Sá, a equipe encontrou problemas estruturais e de funcionamento. Ela relatou que o grupo se deparou com “condições precárias e desumanas de acolhimento, inclusive com pessoas trancafiadas em espaços semelhantes a pavilhões de penitenciária”.
A promotora informou ainda que havia alojamentos fechados com cadeados, cozinha em condições inadequadas e medicamentos e alimentos vencidos.
Durante a ação, o grupo também identificou problemas ambientais e apreendeu animais silvestres mantidos no local. Diante das constatações, a Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa-PB) e o Corpo de Bombeiros determinaram a interdição imediata da comunidade terapêutica.
