Em meio às movimentações que já apontam para o tabuleiro eleitoral de 2026, um sinal importante foi dado nesta semana dentro do próprio Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Paraíba — e veio de quem tem, com razão, lugar de fala. A secretária de Desenvolvimento Humano, Pollyanna Werton, verbalizou o que há tempos parece latente, mas que poucos no partido se arriscam a dizer com clareza: o PSB cresceu demais na Paraíba para abrir mão de protagonismo em uma eleição majoritária.
E cresceu mesmo. Sob a liderança do governador João Azevêdo, o PSB assumiu o comando do Estado, uniu um robusto arco de partidos em torno de sua gestão e institucionalizou um modelo de governo equilibrado, socialmente comprometido e politicamente estável. João virou o principal fiador da estabilidade política da Paraíba, com um governo de contas equilibradas, entregas consistentes e diálogo afiado com o governo federal.
Programas como o Tá na Mesa (que garante refeições a preços populares em cidades do interior), Prato Cheio, Opera Paraíba, Primeira Chance e o recém-criado Paraíba que Acolhe — voltado a crianças órfãs da pandemia — simbolizam essa fase de transformação social liderada pelo PSB. São políticas públicas que dialogam com as maiores necessidades do povo paraibano: comida no prato, acesso à saúde, educação e oportunidades.
Esse cenário — de avanço político e maturidade administrativa — não pode ser ignorado quando se pensa em 2026. João Azevêdo já mostrou ter estatura para coordenar uma aliança majoritária, e mesmo que opte por disputar uma vaga ao Senado (o que é cada vez mais esperado), a liderança do projeto socialista deve ser mantida com um nome que tenha seu aval.
A legenda tem opções. Nomes como o do “supersecretário” Deusdete Queiroga já circularam nos bastidores, ainda que nos últimos meses essa possibilidade tenha esfriado. Ainda que os nomes do vice-governador Lucas Ribeiro (Progressistas) e do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, sejam possibilidades ventiladas nos bastidores, é importante destacar que eles não pertencem aos quadros do PSB. A eventual candidatura de Lucas à sucessão estadual se daria em um contexto bastante específico: caso o governador João Azevêdo venha a disputar o Senado, Lucas assumiria o governo, tornando-se automaticamente o principal nome à reeleição. Esse movimento, embora natural, colocaria o Progressistas como protagonista da chapa majoritária em 2026 — o que pode representar um desafio para o PSB, que hoje é a principal força política da Paraíba.
Nesse cenário, se o PSB quiser encabeçar novamente o projeto estadual, será necessário um processo de articulação política complexo, especialmente com a família Ribeiro e com o PP, para negociar a cabeça da chapa. Convencer os aliados a ceder espaço ao PSB pode não ser tarefa simples, mas é uma alternativa legítima e viável, sobretudo quando se reconhece o tamanho e a força que o partido conquistou nos últimos anos sob a liderança de João Azevêdo.
Adriano Galdino (Republicanos) já externou que sua sigla reivindica duas vagas na chapa — e faz isso em tom de cobrança legítima, como aliado. Mas o PSB, pelo seu tamanho e pelo que representa hoje na Paraíba, precisa estar à frente da construção dessa chapa. Tem história, estrutura, um governador bem avaliado e o comando do projeto que hoje molda os rumos do estado.
A fala de Pollyanna não deve ser vista como uma provocação. É, na verdade, uma lembrança de que o PSB não pode apenas acompanhar o debate — precisa estar no centro dele. O partido está no controle da situação, tem feito um governo de entregas e deve, com naturalidade, apresentar seu nome para liderar a continuidade de tudo isso em 2026.
Porque se há uma marca registrada no projeto socialista da Paraíba sob João Azevêdo, é a de não recuar quando o desafio é governar bem. E quem governa bem, precisa continuar liderando.