A morte de um bebê de 2 meses em São João Batista, na Grande Florianópolis, levou a Polícia Militar a abrir uma apuração sobre possível negligência contra a criança. A mãe do menino e a mulher responsável pelos cuidados dele durante a madrugada foram encaminhadas para prestar esclarecimentos após detalhes do atendimento despertarem suspeitas nas equipes de socorro.
O caso ocorreu nas primeiras horas dessa terça-feira (5/5). A situação começou a chamar atenção ainda no contato telefônico feito ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Conforme os relatos repassados aos policiais, a mulher que acionou a ambulância dizia que o bebê estava sem respirar, mas demonstrava comportamento considerado inadequado para a situação. Segundo os socorristas, ela chegou a rir durante a conversa, o que levantou a hipótese inicial de um trote.
Diante da desconfiança, a central pediu uma chamada de vídeo para confirmar o quadro da criança. Somente então os profissionais perceberam que o bebê realmente estava desacordado e sem sinais aparentes de reação.
Enquanto a ambulância seguia para o endereço, os atendentes orientaram por telefone as tentativas de reanimação. A avaliação inicial indica que o menino já poderia estar em parada cardiorrespiratória havia vários minutos antes do primeiro pedido de ajuda.
Quando chegaram à residência, os socorristas encontraram o bebê em estado crítico. Integrantes da equipe relataram à PM que o ambiente causou estranhamento pelaaparente falta de desespero dos adultos presentes na casa.
Segundo os relatos, conversas sobre trabalho, café da manhã e outras atividades do cotidiano aconteciam enquanto o atendimento de emergência era realizado. Os profissionais também registraram que a mãe demonstrava pouco vínculo afetivo com a criança durante o socorro.
