A Polícia Civil da Paraíba instaurou um inquérito, na quarta-feira (20), para apurar a tentativa de soltura irregular de sete detentos da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1 e PB2, em João Pessoa, por meio de alvarás de soltura falsos.
Segundo a Polícia Civil, a Delegacia-Geral recebeu a requisição da Vara de Execuções Penais da Capital e designou a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado para conduzir o inquérito. O foco é apurar a conduta dos sete apenados e identificar quem produziu e entregou os documentos fraudulentos aos policiais penais.
Durante a tentativa de fraude, alguns presos chegaram a ser chamados para assinar a suposta soltura. O g1 teve acesso aos documentos na última terça-feira (19). A penitenciária chegou a consultar a juíza Andreia Arco Verde e o juíz Carlos Neves, ambos da Vara de Execuções Penais, que tinham os nomes nos documentos de soltura, mas confirmaram que se tratava de uma fraude.
Os alvarás falsos teriam sido recebidos, segundo investigação inicial, por meio de Malote Digital do Conselho Nacional de Justiça.
