O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta sexta-feira (12) uma linha de crédito especial para a compra de motos e bicicletas elétricas por entregadores que trabalham por aplicativos.
Entre os objetivos da linha de crédito, que estará disponível a partir de 13 de julho, estão a descarbonização e a renovação da frota de motos e bicicletas em circulação.
Conforme o governo, poderão adquirir os veículos os motociclistas ou ciclistas que prestam serviços de transporte urbano individual de passageiros ou de carga. A linha também contemplará motoristas celetistas.
“O ponto central é reconhecer a importância desses trabalhadores, o papel que essa linha tem de aumentar o bem-estar, reconhecer o papel desses trabalhadores para sociedade. Vai levar ao aumento de produtividade, renovação e descarbonização. Tem, mais ou menos, 1 milhão de trabalhadores nessa situação”, afirmou Bruno Moretti, ministro do Planejamento.
Regras básicas
Para participar, os profissionais devem comprovar pelo menos:
- seis meses de atividade; e
- um histórico mínimo de 100 corridas realizadas.
O processo de adesão ocorrerá por meio de um portal digital oficial, onde o usuário autoriza o compartilhamento de dados para validar sua elegibilidade junto a instituições, como a Caixa e o Banco do Brasil.
Segundo o governo, poderão ser financiados:
- motos flex – até 160 cilindradas
- bicicletas e autopropelidos elétricos – até 1000 Watts
- motos, motonetas e ciclomotores elétricos – até 7500 Watts
Cada motorista poderá adquirir um veículo por meio da nova linha de financiamento.
Taxas e prazos
Segundo o anúncio feito pelo governo federal no Palácio do Planalto, a taxa será de:
- 12,5% ao ano (0,99% ao mês) para homens;
- e de 11,5% ao ano (0,91% ao mês), para mulheres.
O prazo do financiamento será de 48 meses. A carência, prazo de tolerância concedido pela instituição financeira antes que o pagamento da primeira parcela seja iniciado, será de dois meses.
Ao apresentar a linha de crédito, o governo deu como exemplo uma operação financeira de R$ 21 mil. A prestação, nesse caso, ficaria em R$ 552.
O Fundo de Garantia de Operações (FGO), um fundo público, será utilizado para reduzir o risco do crédito, com coberturas de 50% da carteira e 100% da operação.
