A morte de dois homens que ganhavam a vida como motoboys em menos de dois dias deixou as autoridades do Rio de Janeiro em alerta e provocou revolta entre familiares e colegas de profissão. Os crimes, registrados em diferentes regiões do estado, apresentam sinais de execução e estão sendo investigados pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Na tarde de terça-feira (16/6), o mototaxista Valter Gonçalo Ferraz, de 41 anos, foi assassinado no distrito de Suruí, em Magé, na Baixada Fluminense. Ele trabalhava em um ponto de mototáxi na entrada do distrito quando um homem desembarcou de um veículo e abriu fogo contra a vítima.
Imagens de câmeras de segurança mostram que, após efetuar os disparos, o criminoso retornou ao local para recolher as cápsulas espalhadas pelo chão antes de fugir. A motivação do homicídio ainda é desconhecida.
Clima de tensão
Moradores e trabalhadores da região relatam que a cidade vive um clima de tensão devido às frequentes disputas territoriais entre grupos criminosos rivais, cenário que tem provocado preocupação entre quem depende das ruas para trabalhar.
Horas antes, outro caso de extrema violência já havia chocado o estado. O motociclista de aplicativo Sandro Castro Menezes foi encontrado morto na manhã de terça-feira (16/8), na Penha Circular, Zona Norte da capital. O corpo apresentava sinais de tortura e mais de 20 perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.
