Polícia Civil desmonta esquema de fraude imobiliária que fez dezenas de vítimas em Campina Grande

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia Especializada de Defraudações e Falsificações de Campina Grande (DDF-CG), deflagrou, na manhã desta sexta-feira (8), a Operação Arremate, ação policial voltada ao enfrentamento de uma organização criminosa investigada pela prática de golpes imobiliários em diversas cidades do Estado.

A operação contou com o apoio de equipes do Grupo Tático Especial (GTE) de da 7ª DSPC, Núcleo de Homicídios da 4ª DSPC, Delegacia de Roubos e Furtos (DRF-CG) e Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Campina Grande (DHPP-CG). Ao todo, foram empregados aproximadamente 30 policiais civis distribuídos em oito equipes operacionais.

Durante a ação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. A operação resultou na prisão de cinco integrantes da organização criminosa investigada. Um dos alvos retirou a tornozeleira eletrônica e fugiu do imóvel onde residia, permanecendo foragido. O equipamento de monitoramento foi apreendido pelas equipes policiais.

As investigações apontam que o grupo criminoso atuava, ao menos, desde o ano de 2021, aplicando golpes relacionados à falsa venda de imóveis, causando prejuízos a dezenas de vítimas, especialmente pequenos compradores. Conforme apurado, os investigados movimentaram mais de R$ 1,2 milhão no período investigado. Segundo a investigação, a organização utilizava redes sociais para anunciar imóveis e atrair vítimas interessadas na aquisição da casa própria. A partir do contato inicial, os suspeitos criavam uma aparência de legalidade nas negociações, utilizando documentos falsificados, contratos fraudulentos e reconhecimentos de firma em cartório para conferir credibilidade às transações.

A dinâmica criminosa seguia um modelo previamente estruturado. O líder do grupo identificava imóveis vinculados a leilões, obtinha certidões em cartórios, elaborava contratos falsos e conduzia as vítimas aos procedimentos cartorários, induzindo os compradores a acreditarem que participavam de negociações legítimas. Os investigados poderão responder, inicialmente, pelos crimes de estelionato mediante fraude, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, uso de documento falso e organização criminosa. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de reclusão, sem prejuízo de outras responsabilizações identificadas no decorrer das investigações.

Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil apreendeu aparelhos celulares, documentos, contratos e mídias digitais que serão analisados para aprofundamento das investigações, rastreamento dos valores movimentados e identificação de outras possíveis vítimas e envolvidos.

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